Senti-me sempre seduzida e atenta às formas, descobrindo-lhes o sentido criativo e lúdico, num exercício de poder de síntese. Encontrar harmonia, sem recorrer a excessos, tanto na palavra, no som ou no traço, é coisa que muito admiro. Tentei sempre esta ética/estética no meu trabalho, em que privilegio a fase mais depurada, mais geométrica, mais linear.
Trabalhei sempre em independência e liberdade e assim me manterei até ao fim do caminho.”
Kukas 1928-2026
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“Aqui jaz, contrariadíssima, quem nunca se aborreceu”
A Tia Kukas de facto nunca se aborreceu, sempre em processos criativos a observar formas e transformando-as em jóias ou objetos. Uma Mulher Gloriosa que deixa muitas saudades.
Hoje escrevo pela primeira vez como a Filipinha da Tia Kukas, com uma enorme gratidão por ser a pessoa a quem confiou o seu nome Kukas e o seu património artístico, sendo a fiel depositária da sua Obra.
É um privilégio seguir o Legado de Kukas, pioneira do design da joalharia contemporânea em Portugal.
Um beijinho querida Tia Kukas.